Organização e Gerência da Manutenção
Valdir Cardoso de Souza
5ª Edição: Revisada e Ampliada

Editora: All Print

Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-7718-824-6

Edição:
Nº de Páginas: 276 páginas


Preço:
R$ 80,00
(Frete gratuito)

Sumário


1.   Introdução e Apresentação
2.   Evolução das Técnicas de Manutenção
     2.1.   Origem da Manutenção
     2.2.   A Manutenção Corretiva
     2.3.   A Manutenção Preventiva
     2.4.   A Manutenção Preditiva
     2.5.   Formas de atuação da Manutenção
     2.6.   Exercícios
3.   O Mantenedor
     3.1.   O profissional de manutenção
     3.2.   Perfil do profissional
     3.3.   Perspectiva de carreira
     3.4.   Exercícios
4.   Arquivo Técnico da Manutenção
     4.1.   Codificação dos equipamentos
     4.2.   Equipamentos reserva
     4.3.   Estabelecimento de prioridades nos serviços
     4.4.   Exercícios
5.   Metodologias de Organização da Manutenção
     5.1.   Manutenção Produtiva Total
     5.2.   Confiabilidade
     5.3.   Exercícios
6.   Ciclo Gerencial da Manutenção
     6.1.   Origem dos Serviços de Manutenção
     6.2.   Planejamento dos trabalhos
     6.3.   Planejamento por PERT-CPM
     6.4.   Programação dos trabalhos
     6.5.   Execução dos trabalhos
     6.6.   Controle técnico operacional
     6.7.   Formação do histórico dos equipamentos
     6.8.   Exercícios
7.   Gerenciamento Informatização da Manutenção
     7.1.   Sistemas Informatizados de Manutenção
     7.2.   Contribuição da microinformática no gerenciamento
     7.3.   Metodologia de implantação de sistemas
     7.4.   Avaliação de Sistemas de Manutenção
     7.5.   Auditoria de um Sistemas de Manutenção
8.   Gerência e Engenharia de Manutenção
     8.1.   Gerenciamento dos ativos
     8.2.   Relatórios gerenciais
     8.3.   Gestão do Potencial Humano
     8.4.   Gerenciamento dos custos
     8.5.   Índices de Manutenção
     8.6.   Exercícios
9.   Conclusão
10.  Glossário Técnico de Manutenção
11.  Bibliografia


1. Introdução e Apresentação

Nesta quinta edição do livro Organização e Gerência da Manutenção, procurei atualizar alguns conceitos através de exemplos tomados no “dia a dia” da manutenção em várias empresas, corrigir alguns erros gramaticais e ainda incluir uma série de novos exercícios de planejamento, para facilitar a utilização do livro por professores universitários nos cursos de Engenharia de Produção, Mecânica, Elétrica e nos cursos de Tecnologia.

Durante muito tempo as indústrias funcionaram com o sistema de manutenção corretiva e acredita-se que uma boa parte destas empresas, nem manutenção corretiva tem, vive ainda na “Era do quebra conserta”. Com isso, ocorrem desperdícios, retrabalhos, perda de tempo, custos excessivos e de esforços humanos, além de prejuízos financeiros indiretos para a nação. Na economia globalizada dos dias de hoje, a sobrevivência das organizações depende de sua habilidade e rapidez de inovar e efetuar melhorias contínuas. Como resultado, as organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento e organização, que as direcionem para uma maior competitividade através da qualidade, confiabilidade e produtividade. Uma dessas bases de organização na manutenção está o poder de planejamentos das atividades, a busca do “zero defeito” e o tempo de máquina parada igual a zero, considero esta, a principal justificativa para o investimento em atividade de planejamento no departamento de manutenção.

Buscamos elevar área de manutenção que era considerada como um Centro de Custos para um Centro de Negócios. No passado, os aspectos mais conhecidos da manutenção caracterizavam-se como sendo de serviços repetitivos e de rotina, pura troca de peças, pouca técnica, improvisações e emergências. Contudo, devido à sua elevada influência nas perdas e custos de paradas de máquinas, durante a produção, por causas gerenciais e técnicas.

Equipamentos parados em picos de produção programada ou perda de produção decorrente de manutenção inadequada podem significar perdas de clientes para a concorrência, além de afetar a qualidade.

Diante deste quadro, a manutenção reverte seu passado e atualmente é considerada fator de qualidade e produtividade, enfim, de um Centro de Negócios com competitividade.

O histórico da manutenção acompanha o desenvolvimento técnico-industrial, até a primeira Guerra Mundial - 1914 - a manutenção tinha importância secundária e era executada pelo próprio pessoal que operava os equipamentos. A partir de então, com o aumento da demanda de equipamentos bélicos e a implantação da produção em série, instituída por Ford, as fábricas passaram a estabelecer programas mínimos de produção e, em conseqüência, sentiram necessidade de criar equipes que pudessem efetuar reparos em suas máquinas e instalações no menor tempo possível. Assim surgiu um órgão subordinado à operação, cujo objetivo básico era de corrigir as falhas e tornar os equipamentos aptos à operação, era a execução da manutenção, hoje conhecida como corretiva.

A partir da década de 30, quando, durante a segunda Guerra Mundial e da necessidade de aumento de rapidez de produção, a alta administração industrial passou a se preocupar, não só em corrigir as falhas, mas evitar que elas ocorressem, e o pessoal técnico de manutenção passou a desenvolver o processo de prevenção das falhas que, juntamente com a correção, complementavam o quadro geral de manutenção, formando uma estrutura tão importante quanto a estrutura de operação.

Com o desenvolvimento da indústria do pós-guerra, a evolução da aviação comercial e da indústria eletrônica, observou-se a necessidade de diagnosticar as falhas e selecionaram equipes de especialistas para compor um órgão de assessoramento à produção que se chamou "Engenharia de Manutenção". Esta recebeu os encargos de planejar, programar e controlar as atividade de manutenção preventiva e analisar causas e efeitos das avarias.

A evolução dos métodos e meios de inspeção, nos anos sessenta, proporcionou a Engenharia de Manutenção o desenvolvimento de critérios e técnicas de predição ou previsão de falhas, visando a otimização da atuação das equipes de execução de manutenção. Com isso tem-se o aparecimento de uma nova técnica de manutenção, chamada Manutenção Preditiva, isto é, a ação só ocorre quando os sintomas indicarem a proximidade da ocorrência de falhas, é como se a Manutenção tivesse uma bola de cristal e em uma predição do futuro, fosse capaz de determinar com precisão quantitativa da data da falha.

O avanço exorbitante da tecnologia nos equipamentos, as exigências de especializações e pós-graduações dos profissionais e as exigências de qualidade, produtividade e ganhos de competitividade econômica internacional adicionando os fatores caracterizados pela redução de custos e aumento da confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos. A função manutenção, realmente deixou de ser considerada um Centro de Custos, sendo agora posicionada como um Centro de Negócios, com características de gerador de Lucros para empresas nos países do chamado Primeiro Mundo.

Entramos na era da Qualidade Total, da Manutenção Proativa, da Proatividade Profissional, da Nanotecnologia e da Terotecnologia, da Manutenção Produtiva Total, Manutenção Baseada na Confiabilidade ou Centrada na Confiabilidade, na Gestão do Meio Ambiente e da Gestão Participativa, disponibilidade, mantenabilidade, confiabilidade, é a Engenharia de Manutenção ganhando um espaço nunca antes conseguido, ocupando uma posição privilegiada no primeiro escalão das empresas.

Autor


Eng. Valdir Cardoso de Souza

Engenheiro Mecânico (FEI - 1983)
Pós-Graduado em Planejamento Empresarial (USJT - 1986)
Mestre em Administração de Empresas (UMESP - 1997)
Doutor em Comunicação Empresarial (UMESP - 2003)
Engenheiro de Manutenção da BASF (1980 a 1985)
Gerente de Manutenção da Cyanamid Química (1985 a 1988)
Gerente de Engenharia e Manutenção - Astrein Engenharia (1988 a 1992)
Diretor da ASTREIN Consultoria (desde 1992)
Coordenador da Divisão de Manutenção do IE (1996 a 2000)
Coordenador da Divisão de Mecânica do IE (2001 a 2003)
Diretor do Depto de Eng. Industrial e Agr. do IE (2004 a 2005)
Conselheiro da Câmara de Mecânica do CREA-SP (2000 a 2007)
Presidente da ABLT (1999 a 2006)
Professor da UNIb (1986 a 2002)
Professor da UniABC (2001 a 2003)
Professor da UMESP (2002 a 2008)
Professor do INPG (desde 2002)
Professor da FEI - Graduação (desde 2003)
Professor da FEI - Pós-Graduação (desde 1992)


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